quarta-feira, 16 de julho de 2008

A greve nos correios


A paralisação da categoria teve inicio no dia primeiro de julho em função do ‘‘descumprimento’’ de acordo firmado entre a categoria e a direção central da ECT, durante as negociações da greve ocorrida em abril passado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares do RN (Sintect-RN) Moacir Soares, desde abril a categoria vem negociando com a empresa a implantação do plano de cargos, carreiras e salários (Pccs); o adicional de periculosidade de 30%, e a participação nos lucros da empresa. No entanto não obteve resultado. O ECT discorda dessa versão. Através de sua assessoria de imprensa a empresa divulgou que o PCCS já foi criado, é moderno, compatível com a legislação vigente e está em vigor desde o dia primeiro de julho, beneficiando principalmente os carteiros.

Quanto ao adicional de periculosidade de 30% a informação passada é de que o serviço postal não é amparado pela legislação, ainda assim, para atender as reivindicações da categoria, a empresa implantou o Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC), que contempla todos os empregados que executam tal atividade com valor fixo de R$ 260, o que corresponde a 30% do valor do salário médio de um carteiro. A participação dos lucros e resultados da empresa também já é praticado pela ECT, afirmou a assessoria de imprensa. A distribuição é feita proporcionalmente, segundo o nível de responsabilidade, atingimento de metas de desempenho e em função da assiduidade ao trabalho. Segundo Moacir, a gratificação está sendo paga de maneira desproporcional aos servidores.

Os funcionários dos Correios decidiram ontem em assembléia pela continuidade da greve que já dura 16 dias. Eles aguardavam o resultado da reunião de conciliação entre a Empresa de Correios e Telegráfos (ECT) e a categoria, realizada ontem em Brasília para tomar a decisão. Como não houve acordo, a greve permanece. A categoria aguarda para hoje a apresentação de uma nova proposta por parte da federação para dar continuidade as negociações, sem acordo, será instaurado dissídio, marcada a data de julgamento e sorteado o relator, informou o assessor de imprensa da ECT, João Vianey de Farias.

Diante das divergências a greve permanece. Atualmente apenas entregas de encomendas, telegramas e Sedex estão sendo realizadas. Os Correios estão mantendo uma equipe de emergência formada por funcionários do setor administrativo que estão trabalhando improvisadamente na função de carteiros, mesmo assim, um milhão e seiscentos mil objetos (cartas, impressos e encomendas) estão parados dentro da empresa. Para que o serviço seja normalizado serão necessários de 10 a 11 dias úteis de trabalho.

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